[Intro] Ah, lá vem dezembro, o povo se ajeitando, Pisca-pisca piscando e o peru descongelando! Mas tem algo no ar, que não vem da televisão, É o tal som secreto... dos sinos do coração! [Verso 1] Não é na vitrine que a magia tá, É no abraço torto da tia que veio pra ficar. Na criança sorrindo, no cheiro de rabanada, Na lembrança boa da vida passada. [Pré-Refrão] A gente finge que é só tradição, Mas tem um trem batendo dentro do peito então... [Refrão] São sinos do coração tocando baixinho, Chamando pra perto quem ficou sozinho. Nem precisa ouro, nem precisa chão, Basta um sorriso pra fazer canção. Sinos do coração... tocando em união! [Verso 2] O vizinho esqueceu de pagar a luz, Mas acendeu a rua com o que o amor traduz. E lá na praça o presépio é de barro, Mas brilha mais forte que o ouro mais caro. [Pré-Refrão] É tempo de fé, de recomeçar, E de cantar alto sem se importar! [Refrão] São sinos do coração tocando baixinho, Chamando pra perto quem ficou sozinho. Nem precisa ouro, nem precisa chão, Basta um sorriso pra fazer canção. Sinos do coração... tocando em união! [Ponte] E se o mundo anda meio sem compasso, A gente dança junto, abraçado no laço. Que o som dessa festa não seja em vão, Deixa vibrar os sinos do coração! [Final] Ah, lá vem janeiro, promessa e calor, Mas o som continua: é amor, é amor! Quem ouvir que diga, sem explicação... “Eu também senti... os sinos do coração.”