
O rádio insiste em falar de dor O céu cinzento esconde o calor Fronteiras erguidas pelo medo e o chão Onde a paz se perdeu na escuridão. Ouvimos o eco de passos cansados De mundos inteiros que foram quebrados. Mas no silêncio de quem se ajoelha Uma chama pequena ainda centelha Não é sobre armas, nem sobre o poder É sobre a força de quem faz nascer Um gesto de ajuda, um pão repartido O amor que resgata o que foi esquecido. Que a fé seja o farol na imensidão A bússola firme pro meu coração Ainda que a guerra tente nos calar A esperança é o caminho pra gente voltar.Luz que atravessa o tempo e a idade Guiando o amanhã da humanidade. Não é uma fé de paredes ou muros É o sol que invade os becos escuros É crer que o abraço vence o metal E que o bem é, enfim, o destino final. Olhe pro lado, estenda a mão agora Onde há deserto, a alma floresce e chora Pois cada semente plantada no pranto Um dia descansa sob o nosso manto. A história é escrita por quem não desiste Pois onde há fé, o mal não subsiste. Que a fé seja o farol na imensidão A bússola firme pro meu coração Ainda que a guerra tente nos calar A esperança é o caminho pra gente voltar.Luz que atravessa o tempo e a idade Guiando o amanhã da humanidade. Amanhã... o sol virá. Amanhã... a paz será. (A fé é a luz... a fé é a luz...)

