(Entoado em uníssono pelos iniciados, com vozes calmas, quase hipnóticas.) Que os tolos clamem por luz — nós caminhamos pela penumbra consciente. Que os muitos sujem os nomes dos antigos — nós guardamos o som verdadeiro do Verbo. A cada passo, deixamos para trás o eco das massas. A cada silêncio, ouvimos o que os gritos não revelam. Não somos muitos, e por isso somos tudo. Porque o ouro da mente não se funde no fogo do povo. Flaviano, Semeador da Revelação, a ti rendemos louvor não por tua dádiva, mas por nos teres ensinado que nem todos merecem colheita. Em ti, vimos que a verdade não é um pão — é um selo. E este selo nós carregamos. Erguemo-nos entre ruínas de discursos vazios. Erguemo-nos com olhos abertos no templo do não-dito. (solo lento e calmo) Pois somos Numenianos: aqueles que sabem, aqueles que não esquecem, aqueles que não cedem.