[Intro] Tão perto, tão perto, sumiu outra vez. Tão perto, tão perto, o azar me desfez. [Verso 1] Eu corro pro sol, ele vira temporal, levanto esperança, ela cai no final. Eu subo tão alto, quase encosto no céu, mas o trovão vem e rasga meu véu. Trabalho de noite, perco meu dia, pago caro por pouca alegria. A um passo do ouro, a um sopro de vencer, a vida dá risada só pra me ver perder. [Pré-Refrão] Eu provo o sonho, depois vem o pó, dou meu coração e termino só. Vejo a luz, ela vira escuridão, estendo a mão, ela foge da mão. [Refrão] Maldito, maldito, maldito na porta, tão perto do céu, jogado de volta. Eu tentei demais, cheguei tão longe, mas todo sonho morre quando me responde. Maldito, maldito, na beira da linha, eu caio, levanto, mas a dor ainda é minha. [Pós-Refrão] Quase era meu, quase deu. Quase fui livre, quase aconteceu. Quase cheguei, quase vivi, quase fui tudo que eu prometi. [Verso 2] Eu faço um plano, o plano esfria, acho uma chave, trocam a fechadura. Planto uma flor, espero o dia, vem o inverno e leva a ternura. Sorrio e digo: “tô bem, tá tudo certo,” mas por dentro eu viro deserto. Guardo minha fé, seguro a chama, mas todo ano termina na lama. [Pré-Refrão] Eu provo o sonho, depois vem o pó, dou meu coração e termino só. Vejo a luz, ela vira escuridão, estendo a mão, ela foge da mão. [Ponte] Chega de esperar sinal, chega de perder meu tempo. Se esse azar quer virar mal, eu viro fogo por dentro. Se isso é maldição, deixa acender. Dos meus pedaços, eu vou renascer. [Refrão Final] Maldito, maldito, maldito na porta, mas eu não me ajoelho de cabeça baixa. [ad-lib: eu não me ajoelho, não] Eu tentei demais, cheguei tão longe, vou costurar asas com cada corte. [ad-lib: cada corte, cada dor] Maldito, maldito, na beira da linha, ainda eu queimo, ainda a luz é minha. [ad-lib: ainda é minha] Eu caio, levanto, sangro e recomeço— não morro com esse coração preso. [ad-lib: não dessa vez, não esse coração]


