
(estrofe 1) José chorou sobre o pai com ternura, Mandou embalsamar com amor e luto. Passaram-se dias de dor e cura, O Egito inteiro honrou com tributo. Pediu a Faraó: “Quero sepultar Meu pai na terra que ele preparou.” Faraó consentiu sem hesitar, E em Canaã, Jacó descansou. (estrofe 2) Voltaram do sepulcro solene, Mas os irmãos temeram o castigo. “Talvez agora ele nos condene, Por todo o mal que fizemos contigo.” Mandaram dizer: “Teu pai ordenou: Perdoa teus irmãos, por favor.” José chorou ao ouvir o que ecoou, E respondeu com graça e amor. (estrofe 3) “Não temais, acaso estou no lugar De Deus, que governa o bem e o fim? Vocês quiseram o mal me causar, Mas Deus tornou aquilo por mim.” Consolou-os e falou com doçura, Sustentaria a eles e aos filhos também. E viveu longamente com ternura, Numa história que se finda no bem. (refrão) A mão humana trama em rancor, Mas Deus reescreve com compaixão. O fim da história é cheio de amor, E perdão vence toda acusação. (estrofe 4) José viu a terceira geração, Filhos de Efraim e de Manassés. Antes de partir, fez declaração: “Deus vos visitará com sua vez.” Mandou que levassem seus ossos um dia Quando o povo partisse do Egito. E morreu com fé e profecia, De um futuro divino e bendito. (estrofe 5) E assim repousou o sonhador fiel, Que nunca se ergueu por vingança. Deixou sua vida como um pincel Pintando de Deus a esperança. Mas lembremos que, no tempo certo, Só é Palavra o que espelha Jesus: Amor, perdão e olhar aberto, E não rancor nem sombra de cruz. (ponte) Por isso, só é Palavra que liberta Aquilo que reflete o Cristo da paz. Toda a Bíblia precisa estar aberta Ao crivo do amor que Ele nos traz. (refrão) A mão humana trama em rancor, Mas Deus reescreve com compaixão. O fim da história é cheio de amor, E perdão vence toda acusação.

