Estrofe 1 Chamaram-no amigo de bêbado e leproso, Banqueteiro em casas sem moral. Mas era Ele o Deus mais poderoso, Justo em amar de forma tão radical. ... Estrofe 2 Comia ao lado de quem era escória, E não temia a fama de impureza. Pois sabia que, por sua vitória, A Graça venceria a rigidez da “pureza”. ... Estrofe 3 Caminhava entre feridas expostas, E dava nome ao que ninguém ousava. Com ternura, desfazia as respostas Que a religião de pedra preparava. ... REFRÃO Louvado sejas, ó Pai escondido, Que no Cristo mostras teu amor inteiro. Em cada gesto simples e sofrido, Te revelas justo, santo e verdadeiro. ... Estrofe 4 Não era conivente com o erro humano, Mas tampouco o acusava com desprezo. Corrigia com toque soberano, E perdoava antes do catecismo e do peso. ... Estrofe 5 Maria Madalena, Zaqueu, o cego, A prostituta, o ladrão crucificado… Todos ouviram do Senhor, sem ego: “Tu és amado, tu és resgatado.” ... Estrofe 6 Enquanto os puros mediam santidade, Ele curava e fazia festa no chão. Desmontava a lógica da vaidade Com o poder da compaixão. ... REFRÃO Louvado sejas, ó Pai escondido, Que no Cristo mostras teu amor inteiro. Em cada gesto simples e sofrido, Te revelas justo, santo e verdadeiro. ... Estrofe 7 Aprendi com Ele a preferir os que choram, A dar voz aos que o altar rejeitou. Pois quem na dor clama e implora É quem melhor o Salvador encontrou. ... Estrofe 8 Hoje abraço o Cristo marginal, Que afronta os moralistas com ternura. Sou d’Ele, não do templo oficial — Do Deus que ama além da censura. ... PONTE Gratidão aos textos, mestres e caminhos Que em mim forjaram fé sem dominação. Cada encontro com os “pequenos vizinhos” Foi minha mais sagrada formação. ... REFRÃO Louvado sejas, ó Pai escondido, Que no Cristo mostras teu amor inteiro. Em cada gesto simples e sofrido, Te revelas justo, santo e verdadeiro. ... REFRÃO FINAL Exulto em Ti, Deus de afeto profundo, Por nos amares sem acepção. O Teu amor reconstrói este mundo, E ultrapassa qualquer religião.