
(estrofe 1) O solo marcado por sangue inocente, ecoou a dor de um ato insurgente, mas Deus de amor não prende em corrente, não deixa o filho por pai ser demente. ... (estrofe 2) A marca em Caim virou narrativa, herança imposta, dor punitiva, mas Cristo ensina justiça bendita: cada um paga só por sua vida. ... (estrofe 3) As gerações carregaram fardos, culpas herdadas, pesados encargos, mas na palavra do Mestre é quebrado: ninguém é preso por erro passado. ... (refrão) Jesus liberta da condenação, ninguém herda culpa, só seu coração, cada pessoa responde ao seu ato, não mais se repete o peso ingrato. ... (estrofe 4) Não é o sangue que dita sentença, mas a escolha que em nós se presença, não mais herdeiros de ódio e vingança, somos chamados à nova esperança. ... (estrofe 5) A terra gemia com maldição, mas Cristo plantou reconciliação, não é herdeiro quem ama a justiça, a luz cancela as sombras da cobiça. ... (estrofe 6) De gerações o medo cresceu, mas o evangelho tudo rompeu, Jesus declara: “És livre, meu filho, não te condeno por outro exílio.” ... (refrão) Jesus liberta da condenação, ninguém herda culpa, só seu coração, cada pessoa responde ao seu ato, não mais se repete o peso ingrato. ... (estrofe 7) Hoje percebo o quanto preguei, as mesmas cadeias que em vão herdei, mas Cristo mostra, com voz verdadeira, que a graça apaga a lei vingadeira. ... (estrofe 8) O solo ferido não fala mais, o sangue da cruz grita pela paz, não há sentença que venha do além, Jesus redime os herdeiros de Caim. ... (ponte) Perdão, Senhor, por armas de lei, julguei os povos que nunca culpei, usei teu nome pra oprimir irmão, quando és apenas amor e perdão. ... (refrão) Jesus liberta da condenação, ninguém herda culpa, só seu coração, cada pessoa responde ao seu ato, não mais se repete o peso ingrato. ... (refrão final) Mesmo iludido por vozes severas, teu amor firme não fecha as veredas, teu Cristo é vida, ternura e cuidado, cura a mentira do deus fabricado.

