
[Distribuição vocal: - AXIA: narrativa principal e centro emocional dos refrões. - RIN: rap investigativo, seco e preciso. - VEXA: atitude, pós-refrão e quebra de funk. - SEOHA: pré-refrões melódicos, ponte e notas superiores. - Todas: respostas rítmicas e refrão final.] [Direção de pronúncia e voz: - Use português brasileiro, not European Portuguese. - Keep final vowels relaxed and natural; avoid overly formal diction. - “Três e dezessete” should sound conversational: trê-zi-dezessete. - “Não vai apagar” should remain rhythmic without swallowing the final meaning. - RIN’s rap should sound spoken and observant, not aggressively shouted. - SEOHA can stretch “vi” and “brilhar”, but the language should remain intelligible.] [Arranjo: - Open with an electrical hum, stopped fan and distant apartment noises. - The first beat enters when AXIA sings “culpa.” - Use dry tamborzão drums with a heavy but controlled sub. - Remove the bass beneath “Na quarta, você disse ‘calma’” so VEXA’s realization lands clearly. - The funk break should be percussion-led, leaving room for RIN and VEXA. - At the final line, restore the electrical hum—then switch it off immediately after “E eu também.”] [Introdução — AXIA] Três e dezessete O prédio inteiro respirou e apagou [SEOHA] E foi no escuro Que eu finalmente enxerguei você [Verso 1 — AXIA] O ventilador parou no meio A televisão virou espelho Seu rosto apareceu no vidro Com medo de encarar o meu Lá fora, alguém gritou da rua Uma buzina cortou a chuva Você procurou meu braço Mas já não tinha onde esconder a culpa [Pré-refrão — SEOHA] Sem sinal, sem elevador Sem luz azul pra disfarçar O silêncio acendeu Tudo que você não quis falar [Refrão — AXIA, SEOHA] No escuro eu vi O nome dela na sua boca Antes de você mentir Antes da cidade voltar No escuro eu vi Sua mão tremendo quando eu soltei A noite apagou tudo E foi você que eu enxerguei [Todas] Eu vi, eu vi Quando ninguém mais podia olhar Eu vi, eu vi A verdade sabe brilhar [Pós-refrão — VEXA] Apaga, apaga Não adianta desligar Apaga, apaga O que eu vi não vai apagar [Verso 2 — RIN, rap] Sem rede, mas eu fiz conexão Você, ela, sábado, localização Disse “reunião”, chegou quase seis O porteiro lembrou, eu contei outra vez Perfume no banco, recibo no chão Duas sobremesas, uma contradição Não foi sexto sentido, foi repetição Você chama de erro, eu chamo de padrão No breu, sem filtro, sem pose bonita Sua cara entrega antes que você admita Quer a luz de volta? Pode esperar Hoje até a rua quer te interrogar [Pré-refrão — VEXA] O gerador tentou pegar Falhou três vezes no corredor Na quarta, você disse “calma” Eu ouvi “acabou” [Refrão — AXIA, SEOHA] No escuro eu vi O nome dela na sua boca Antes de você mentir Antes da cidade voltar No escuro eu vi Sua mão tremendo quando eu soltei A noite apagou tudo E foi você que eu enxerguei [Todas] Eu vi, eu vi Quando ninguém mais podia olhar Eu vi, eu vi A verdade sabe brilhar [Quebra de funk — VEXA, RIN] [VEXA] Sem flash, sem prova Mesmo assim eu sei [RIN] Sem palco, sem plateia Dessa vez eu não fiquei [VEXA] Desce pela escada Décimo quarto andar [RIN] Quando a luz voltar Não vai me encontrar [VEXA] Um passo [RIN] Dois passos [VEXA] Chave na mão [RIN] Três passos [VEXA] Quatro [Ambas] Fim da transmissão [Ponte — SEOHA] No térreo, a chuva estava fria A banca da esquina ainda acesa O dono me emprestou o telefone Mas eu não lembrava mais sua senha [AXIA] Engraçado como o mundo termina Sem nenhum efeito especial Só uma porta fechando devagar E o meu peito voltando ao normal [Refrão final — Todas] No escuro eu vi O nome dela na sua boca Nem precisa mais mentir A cidade já vai acordar No escuro eu vi Quem eu seria quando te soltasse A noite apagou tudo E deixou meu caminho aceso [AXIA] Eu vi [SEOHA] Eu fui [VEXA] Sem olhar pra trás [RIN] Quando a luz voltou— [Todas] Você não estava mais [Final — AXIA, suave] Três e vinte e nove O prédio inteiro voltou a respirar [SEOHA] E eu também

