
[Verse 1] Ergueram muros no meio do povo a caminhar Chamando de santo o ato de alguém expulsar E eu, sem perceber a dor que isso gerava Acreditei que o próprio Deus assim ordenava [Verse 2] Os corpos marcados viraram motivo de rejeição Como se a doença fosse culpa ou condenação E longe do convívio, no silêncio da aflição Ficavam os esquecidos, sem abraço, sem chão [Pre-Chorus] Percebi que o erro não estava em teu querer Mas na forma humana de tentar te compreender Projei em ti o medo de contaminar Mas em ti só existe o poder de purificar [Chorus] Perdão, Senhor, não és o Deus da exclusão Que expulsa o ferido e ignora a aflição Em Jesus Cristo eu vejo o abraço que vem Restaurar teu reino, acolher, curar também [Verse 3] Então te vi tocando quem ninguém quis tocar Rompendo os limites que tentaram te impor lá O leproso esquecido encontrou em ti valor E na tua presença não havia mais dor [Verse 4] Teu olhar não media quem podia chegar Nem criava fronteiras pra alguém se aproximar E o que chamavam impuro, aos olhos da tradição Virou testemunho vivo de restauração [Bridge] Quantos ainda vivem fora do acampamento Carregando na alma o peso do julgamento Mas tua graça rompe qualquer separação E chama de filho quem vive na exclusão [Chorus] Perdão, Senhor, não és o Deus da exclusão Que expulsa o ferido e ignora a aflição Em Jesus Cristo eu vejo o abraço que vem Restaurar teu reino, acolher, curar também [Final Verse] Hoje vejo com clareza o teu jeito de amar Não afastas ninguém, fazes todos florescer E o que antes chamavam de impureza e dor Em ti encontra cura, dignidade e valor [Outro] Descanso em ti, Jesus, amor sem condição Nunca serias fonte de rejeição Teu ser é constante, não muda jamais És Deus que acolhe ontem, hoje e sempre mais

