
(Verso 1) As luzes da cidade apagam-se devagar, E o silêncio começa a mandar, Mas eu continuo acordado, Com mais um destino para alcançar. Há sombras que dançam no asfalto, E estrelas perdidas no céu, Enquanto o mundo procura descanso, Eu sigo fiel ao papel. (Pré-Refrão) Não conto as horas que faltam, Nem os quilómetros por fazer, Conto apenas os momentos, Que me ensinaram a crescer. (Refrão) Sou o último homem da noite, O guardião da escuridão, Com os faróis a rasgar o vento, E a estrada na direção. Sou o último homem da noite, Filho da lua e do luar, Enquanto houver um sonho vivo, Nunca vou deixar de rolar. (Verso 2) Já vi amanheceres dourados, Depois de noites sem fim, Já vi a chuva bater forte, Mas nunca vencer dentro de mim. Há uma paz difícil de explicar, Que só quem vive isto vai sentir, Quando a estrada fica vazia, E tudo o resto deixa de existir. (Ponte) Não preciso de plateias, Nem de alguém para aplaudir, A minha recompensa está no caminho, E na coragem de seguir. (Refrão Final) Sou o último homem da noite, Com mil histórias para contar, Levo saudades no retrovisor, E esperança em cada lugar. Sou o último homem da noite, E quando o sol aparecer, Vou sorrir para o horizonte, E preparar-me para renascer. (Final) A noite termina... O motor abranda... Mas a alma da estrada... Nunca descansa.

