
(Estrofe 1) A lei antiga erguia muralhas de temor, quem ousasse mover-se, sofria rigor, Levítico 23 punia com pena grave, como se o descanso fosse um fardo que escravizasse. (Estrofe 2) Trabalhar era crime, repousar um dever, cada gesto humano vigiado a sofrer, e a comunidade contava com medo, pois um passo fora da norma gerava segredo. (Estrofe 3) O sábado tornava-se tribunal de pedra, onde o suor humano era sombra que medra, e o repouso imposto confundia amor com temor, enganando o coração com justiça de horror. (Estrofe 4) Mas Jesus andou pelo sábado sem prisão, curou doentes, trouxe nova visão, “Foi feito para o homem”, Ele declarou, e o legalismo severo, enfim, desmontou. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová do rigor, não decretas morte sobre quem labora com amor, Tua lei abraça o cansaço e a criação, descanso é graça, não punição. (Estrofe 5) O sábado agora é ponte, não muros, convite a caminhar, não juízos duros, onde a alma respira, o corpo encontra paz, e o coração do Pai se revela mais. (Estrofe 6) Curar, ensinar, acolher, proclamar, essas obras mostram o Reino a se mostrar, não há ponto final na misericórdia divina, nem a pena de morte que o medo ensina. (Estrofe 7) O repouso é humano, não mecanismo legal, Jesus revela o caráter essencial, não punição, mas amor relacional, fazendo do descanso algo universal. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová do rigor, não decretas morte sobre quem labora com amor, Tua lei abraça o cansaço e a criação, descanso é graça, não punição. (Estrofe 8) Quem acredita em medo confunde o coração, mas Cristo ensina liberdade e compaixão, o sábado é tempo para renascer, não para condenar ou fazer temer. (Estrofe 9) Cada gesto humano, cada passo na vida, é expressão de alma, nunca punição contida, e o descanso não se mede em regras duras, mas em bem-estar, fé e ternuras. (Estrofe 10) Assim entendo, com luz no olhar, que Deus não é o juiz a nos assustar, mas Pai que ama e faz florescer, o trabalho e o descanso, em equilíbrio viver. (Ponte) Errei ao imaginar Tua lei como espada, confundi disciplina com ameaça pesada, preguei medo onde havia graça, e perdoa, Senhor, minha mente descompassada. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová do rigor, não decretas morte sobre quem labora com amor, Tua lei abraça o cansaço e a criação, descanso é graça, não punição. (Refrão Final) Agora descanso em Ti, Jesus-Amor, Tua presença é paz, abrigo e favor, jamais mudarias a essência de cuidar, Deus é amor e sempre há de estar.

