
[Verse 1] Se dúvidas houvesse hoje assentaram à mesa entre ecrãs azuis que insistem em congelar a surpresa Discursos tortos, embriagados copos cheios de coragem barata os sistemas piscam, paralisados e eu a rir-me para não dar a barra [Chorus] Valham-me as borboletas na barriga são leves ou provocam fadiga? é medo, é desejo, é vertigem antiga que me empurra, que me puxa da ribalta à fuga Valham-me as borboletas na barriga quando o chão der a volta à minha vida se me caio, se me salvo, é nessa intriga que me encontro a tremer, quase em saída [Verse 2] Holofotes sombrios, luz que acusa caras sérias a fingir coragem há silêncios a bater à porta bem mais altos do que a tua mensagem A cidade corre em piloto automático eu em modo falha, meio desligado mas o peito faz um alarme dramático sempre que dizes o meu nome ao lado [Bridge] Talvez sejam só sinais de trânsito no meu peito sempre em amarelo talvez sejam asas num labirinto a rasgar o medo por dentro do peito Se eu ficar, se eu fugir, quem dita? o caos na cabeça, a pele que grita? ou essa dança tímida, quase maldita a borboleta a roer a dúvida escrita [Chorus] Valham-me as borboletas na barriga são leves ou provocam fadiga? é medo, é caminho, é promessa antiga que me quebra, que me cola à tua intriga Valham-me as borboletas na barriga quando o mundo falhar à minha medida se me perco, se me acho, é nessa briga que descubro que afinal ainda estou à vida

