
(estrofe 1) Nem sempre o melhor vem à primeira vista, às vezes se esconde em fala torta ou defesa, há gente ferida por trás da pista que confunde dureza com firmeza. (estrofe 2) O erro costuma falar mais alto que o gesto bom feito em silêncio, mas quem observa além do asfalto percebe intenções em florescimento. (estrofe 3) Aprendo a ver além do tropeço, a não reduzir ninguém ao pior, pois todo humano carrega no avesso uma reserva secreta de amor. (refrão) Vejo o melhor, mesmo sem sinal, não por cegueira, mas decisão, acreditar no bem é ato moral que educa o olhar e o coração. (estrofe 4) Há quem ame mal por nunca ter sido amado, há quem agrida por medo de cair, o bem, quando está machucado, demora mais tempo pra emergir. (estrofe 5) Não justifico o dano ou a dor, mas recuso o veredito final, pois enxergar só o erro maior empobrece o humano real. (estrofe 6) Quando escolho ver o que sustenta, e não apenas o que desmorona, a alegria se torna atenta e minha alma menos reaciona. (refrão) Vejo o melhor, mesmo sem sinal, não por cegueira, mas decisão, acreditar no bem é ato moral que educa o olhar e o coração. (estrofe 7) As melhores pessoas nem sempre brilham, muitas sobrevivem no quase, são aquelas que, mesmo falhas, tentam não perder a própria base. (estrofe 8) E quando enxergo o bem escondido, algo em mim também se repara, pois ver o outro mais inteiro me ensina a ser menos avaro. (ponte) Lamento os dias em que julguei depressa, quando matei vínculos no olhar, e, por não querer ser alegre, neguei ao outro a chance de mudar. (refrão) Vejo o melhor, mesmo sem sinal, não por cegueira, mas decisão, acreditar no bem é ato moral que educa o olhar e o coração. (refrão final) Hoje eu me amo e escolho confiar, sou alegre sem negar a dor, sei que a tristeza vai me visitar, mas não me impede de ver o melhor.

