
(estrofe 1) Caim foi lançado ao errar sem guarida, um fardo pesado, sentença ferida, condena-se o homem a andar sem perdão, mas Cristo refaz o que foi maldição. (estrofe 2) No Éden restava o eco da dor, o sangue clamava vingança e terror, mas Cristo mostrou em seu gesto fiel, que o Pai não condena, Ele abre o céu. (estrofe 3) Eterno vagar foi a pena imposta, sem lar, sem abrigo, sem vida disposta, mas Cristo revela outro coração, que cura, restaura e dá salvação. (refrão) Não é condenação que Jesus ensinou, mas restauração que o Pai revelou, um erro jamais é prisão sem saída, em Cristo renasce esperança e vida. (estrofe 4) As mãos que feriram, o ódio que ergui, foram espelhos do tempo em que vi um Deus que pune sem dar compaixão, mas hoje aprendo: não é esse o Irmão. (estrofe 5) Errante vaguei na fé que pregava, seguindo profetas que a lei exaltava, mas Cristo me mostra um Deus que perdoa, e na sua graça a alma ecoa. (estrofe 6) Caim não foi feito pra morte infeliz, mas para entender que a vida é raiz, Jesus é a prova de amor sem final, que rompe a sentença, desfaz todo mal. (refrão) Não é condenação que Jesus ensinou, mas restauração que o Pai revelou, um erro jamais é prisão sem saída, em Cristo renasce esperança e vida. (estrofe 7) E eu que gritei contra os diferentes, marquei com dureza, julguei inocentes, não vi que em Cristo a lei se desfaz, e nasce a justiça que gera a paz. (estrofe 8) Agora proclamo com fé verdadeira, o Deus de Jesus é luz derradeira, não pune pra sempre, não lança ao abismo, mas abre caminhos além do cisma. (ponte) Choro os enganos que um dia ensinei, pregando o Jeová que nunca encontrei, ferindo os irmãos com discursos de dor, e não o Jesus que é puro amor. (refrão) Não é condenação que Jesus ensinou, mas restauração que o Pai revelou, um erro jamais é prisão sem saída, em Cristo renasce esperança e vida. (refrão final) Teu amor seguiu quando eu não sabia, mesmo envolto em trevas, em falsa guia, não foste vingança, foste perdão, eterno refúgio do meu coração.

