
(estrofe 1) Há silêncios que doem mais do que palavras mal ditas, São muros invisíveis, promessas não escritas. Quem evita o diálogo apaga um sol que poderia brilhar, E deixa na alma do outro o frio do não escutar. (estrofe 2) Ser luz do mundo é ter coragem de dizer, Mesmo tremendo, o que o amor precisa entender. Não há verdade escondida que cure o coração, Nem paz onde reina o medo da comunicação. (estrofe 3) O silêncio covarde fere mais do que o grito, Mata em vida, transforma o amor em mito. A luz que se cala apaga a fé que restou, E o que era ponte de amor, o orgulho arruinou. (refrão) Falar é acender a chama da cura e do perdão, É permitir que o outro veja a dor em comunhão. Quem ama não foge — enfrenta com ternura, Pois o diálogo sincero é a voz da luz mais pura. (estrofe 4) Fugir do confronto é negar o dom divino, De ser humano inteiro, e não só peregrino. Deus não nos fez para o medo e a omissão, Mas para sermos espelhos de reconciliação. (estrofe 5) Ser luz do mundo é ser ouvido e ouvinte, É dar sentido à palavra, é ser sereno e presente. É não deixar que o orgulho crie abismos no olhar, Mas unir o que a vida insiste em separar. (refrão) Falar é acender a chama da cura e do perdão, É permitir que o outro veja a dor em comunhão. Quem ama não foge — enfrenta com ternura, Pois o diálogo sincero é a voz da luz mais pura. (estrofe 6) Mesmo quando as palavras falham, o gesto fala, Um olhar que perdoa vale mais do que uma fala. Mas quem silencia o amor, por medo ou vaidade, Apaga o brilho da alma na própria escuridade. (estrofe 7) A luz de Cristo não teme a exposição, Ela revela o erro para gerar transformação. Fugir da conversa é fugir do caminho, E a solidão floresce onde faltou carinho. (refrão) Falar é acender a chama da cura e do perdão, É permitir que o outro veja a dor em comunhão. Quem ama não foge — enfrenta com ternura, Pois o diálogo sincero é a voz da luz mais pura.

