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ESCRAVO NO CATIVEIRO DA PUTA

V6-WILD

[singer A] Eu te encaro no escuro e você sabe o fim Não é cortejo, é teu peso caindo em mim O que fazer se a carne pede o que a alma nega? É um prazer que me adoece, me rasga e cega. Vejo esse fogo, o calor que queima o ar Cada centímetro teu vindo me asfixiar Eu visto a dor, finjo que é sorte Lamber a lâmina da minha própria morte. [singer B - em contraponto veloz, ad-libs distorcidas] (A carne pede!) A alma nega! (O vício morde!) O prazer me cega! Eu visto a dor, finjo que é sorte Beijar a boca da minha morte! [singer A - Flow Soul arrastado, muito subgrave] Eu sou escravo de você. Submisso ao teu prazer. Eu tento o escape... mas me enrosco no teu nó A cela tá destrancada, mas de mim eu sinto dó. Longe de ti, o sangue não corre Viciei no veneno de quem nunca morre O gozo da ruína Tua sombra me domina... E eu apodreço aqui. (Escravo de você) [transition - Glitch dubstep drop, half-time estourado, bumbo seco] [singer B - Registro rasgado, voz filtrada] Eu fujo da grade, mas caio no chão! A porta escancarada e eu na tua mão! Sem ti não tem ar, não tem pulso, não tem fé! Quem é que suporta ficar em pé?! [singer A - Crescendo rítmico, metais agressivos] Ele chega sem bater, sem dar aviso Esse desgraçado que esmigalha o juízo Arranca as costelas, desmonta o peito Faz da carcaça um pobre sujeito Que perde a postura e não tem mais direito! O amor é uma puta! Que cobra em dobro Por cada disputa, Por cada escombro Dessa carne que se enluta! O amor é uma praga, FILHO DA PUTA! [singer B - Vocais em coro cortado] Rasgo o meu peito pra te arrancar! Mas esse silêncio é pior que sangrar! É doentio? É! Mas quem fica de pé Sem a porra da droga que sustenta a fé?! [singer A] O amor é uma puta... Mas sem essa faca no peito, A gente não passa de espectro perfeito. [singer B - Seco, grave no limite, corte abrupto] Eu fico aqui. Apaga a luz. No cativeiro. Ninguém me conduz.