
O nome é santo, herança de Maria Mas pelo bairro, o apelido é que guia Lá vem a Didi, com o passo marcado Trazendo o destino no peito guardado Mulher guerreira, de punho e de prece Que o cansaço do dia jamais esmorece. Sua cozinha tem cheiro de amparo Seu conselho é joia, é brilho tão raro Não olha a quem, ela estende a mão Faz do pouco um banquete, abre o coração. Ê, Maria! Ê, Dona Didi! O amor mais puro que eu já conheci Mãe de coragem, avó de doçura Bisavó que é o porto na maré escura. Acolhe o aflito, abraça o carente Como se todos fossem de seu próprio sangue, sua gente As rugas no rosto são trilhas de luz De quem sabe o peso que a vida conduz Mas ela sorri, e o mundo clareia O sangue de fibra corre na veia. Quatro gerações num só olhar Um colo que é o melhor lugar pra morar Maria que luta, Didi que acalma A força de um povo vive em sua alma. Ê, Maria! Ê, Dona Didi! O amor mais puro que eu já conheci Mãe de coragem, avó de doçura Bisavó que é o porto na maré escura. Guerreira da paz, rainha do lar Didi é a prova de que amar é cuidar. (Maria... Maria...)

