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26 Deus do Mal

V4.5

Deus do Mal Últimos Sonetos, de Cruz e Souza, 1905 "post mortem" ******* Espírito do Mal, ó deus perverso Que tantas almas dúbias acalentas, Veneno tentador na luz disperso Que a própria luz e a própria sombra tentas. Símbolo atroz das culpas do Universo, Espelho fiel das convulsões violentas Do gasto coração no lodo imerso Das tormentas vulcânicas, sangrentas. Toda a tua sinistra trajetória Tem um brilho de lágrima ilusória, As melodias mórbidas do Inferno... És Mal, mas sendo Mal és soluçante, Sem a graça divina e consolante, Réprobo estranho do Perdão eterno!