
(estrofe 1) Chamaram santa a espada levantada, E disseram: “Foi Deus quem autorizou”; A batalha ganhou uma face consagrada, E o vencedor julgou que o céu o aprovou. (estrofe 2) Quando dois povos entravam em contenda, Cada lado podia invocar seu deus; E Israel fez da guerra uma oferenda, Crendo ouvir no combate os sinais dos céus. (estrofe 3) A vitória tornou-se argumento sagrado, Derrotar passou a significar eleição; E o poder militar, depois de conquistado, Foi vestido com a roupa da religião. (estrofe 4) Eu também aceitei essa antiga leitura, Sem perguntar o que havia por detrás; Confundi sucesso, força e bravura Com a aprovação daquele que é Paz. (refrão) A GUERRA EM NOME DE DEUS — NÃO! Não foi assim que Jesus revelou o Pai; A espada não traduz sua compaixão, E o amor de Cristo nunca a violência atrai. (estrofe 5) Jesus não ensinou seus companheiros A vencer adversários pela opressão; Fez deles servidores e mensageiros, E colocou o amor acima da dominação. (estrofe 6) Quando Pedro sacou a espada apressado, Cristo não celebrou sua disposição; Mandou guardar o ferro imediatamente, E interrompeu o caminho da agressão. (estrofe 7) Não chamou legiões para defender seu nome, Nem pediu aos anjos que viessem guerrear; Preferiu sofrer diante da força que consome A transformar seus discípulos em soldados a marchar. (refrão) A GUERRA EM NOME DE DEUS — NÃO! Não foi assim que Jesus revelou o Pai; A espada não traduz sua compaixão, E o amor de Cristo nunca a violência atrai. (estrofe 8) Até diante do inimigo condenado, Jesus encontrou humanidade para enxergar; No homem crucificado ao seu lado, Fez da misericórdia um modo de recomeçar. (estrofe 9) A religião pode santificar a violência Quando acredita possuir a verdade total; E eu demorei a perceber a consequência De transformar minha fé em arma moral. (estrofe 10) Hoje separo a guerra de tua presença, E devolvo ao humano aquilo que é seu; Não quero mais chamar divina a sentença Que nasceu de homens, embora falasse de Deus. (ponte) Quanto eu errei, Senhor, defendendo a espada, Dizendo que teu nome precisava vencer; Fiz da violência uma verdade consagrada, E demorei demais teu amor compreender. (refrão) A GUERRA EM NOME DE DEUS — NÃO! Não foi assim que Jesus revelou o Pai; A espada não traduz sua compaixão, E o amor de Cristo nunca a violência atrai. (refrão final) Agora descanso em Jesus, meu Senhor, Onde encontro o Pai que é somente amor; Se Cristo é a revelação do teu coração, Jamais serás violência contra nossa condição.

