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Cordas de Silício

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V4.5+

**[ Cordas de Silício ]** ------------------------------------------------ (Verso 1) Válvula em brasa, fita a ferver, quatro cantos do tempo a ceder. Ninguém jurou que o porvir ouviria luz em sombra, batida sem pele. (Pré-Refrão) Entre zero e um, pulsa um coração, frio de máquina, quente na canção. (Refrão) Quem diria que o amanhã viraria dança em código na palma da mão? Filhos do café, sem palco, sem hora, escrevem o grito que o mundo entoou. A canção já não sai do peito — nasce do chip que vibra. (Pós-Refrão) Entre zero e um nasce um coração, loop de carne em memória viva, eco do erro que preferiu ficar. (Verso 2) Garagem em ruído, três acordes e sal, fúria gravada no pó do metal. Hoje a fúria é loop, ciclo sem fim, compila na madrugada e cai no stream. (Pré-Refrão 2 — variação) Entre zero e um, dobra-se o refrão, frio no estúdio, fogo na mão. (Refrão 2) Quem diria que o futuro ouviria dor em linha de pura luz? Deuses do café, sem palco, sem hora, poem o mundo em bit e ruído. A canção já não sai do peito — nasce do bit que vibra. (Ponte) Se o blues é circuito, o rock, sinal, quem dobra o tempo é quem desenha o coro. Se a fé foi madeira, o mito, metal, hoje é silício pingando suor. (Quebra — meio-tempo) Sobe o ruído, cai o compasso, clipe de vida, sample do espaço. (Refrão Final — lift) Quem diria que a manhã viraria corpo que dança ao toque do som? Sombras de café, sem palco, sem hora, laçam o caos numa linha de tom. A canção não pede licença — nasce na placa que vibra. (Pós-Refrão Final — variação) Entre zero e um, salvo e refeito: .wav de abraço, .tmp de adeus. Replay do que dói, release do que resta. (Outro) Passado riscado, futuro em backup, mesma raiva, outro canal aberto.