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SANGUE COMO ÚNICO MEIO DE PURIFICAÇÃO

(Estrofe 1) Disseram-me: a vida está no rubro que escorre, que sem a lâmina erguida ninguém se socorre, que o céu só se inclina ante a veia rasgada, e a culpa só morre com carne imolada. (Estrofe 2) Ensinaram-me o altar como laboratório, onde o erro virava um rito expiatório, como se o perdão dependesse da artéria aberta, e Deus fosse guardião da oferta certa. (Estrofe 3) Aprendi que pureza nascia da dor, que a limpeza brotava do sangue em fervor, que o coração humano, sujo e culpado, só ficava limpo se alguém fosse sangrado. (Estrofe 4) Mas vi Jesus dizer: “Teus pecados estão perdoados”, sem novilho, sem ritos calculados, apenas palavra que cura e levanta, e o paralítico anda, a culpa se espanta. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová do corte, não dependes de sangue nem de morte, Teu perdão nasce do amor restaurador, não de mecanismo frio e acusador. (Estrofe 5) Ele toca o impuro e não se contamina, a mulher do fluxo encontra medicina, não no altar tingido de vermelho intenso, mas no encontro que rompe o tenso. (Estrofe 6) Teu Filho não calcula hemoglobina, não exige biologia que assassina, Ele absolve com olhar profundo, e o perdão refaz o mundo. (Estrofe 7) Se o sangue fosse a única solução, Tua graça seria refém da incisão, mas Cristo mostra que a vida é relação, não ritual de substituição. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová do corte, não dependes de sangue nem de morte, Teu perdão nasce do amor restaurador, não de mecanismo frio e acusador. (Estrofe 8) O altar era símbolo de era antiga, linguagem dura que o medo abriga, mas em Ti, revelado no Filho amado, o perdão é abraço imerecido e dado. (Estrofe 9) Não és químico celeste exigindo reação, nem juiz preso à equação da punição, és Pai que reintegra o coração errante, antes que o sangue toque o instante. (Estrofe 10) Hoje compreendo: a vida que purifica é Tua palavra que santifica, não fluido que escorre na terra fria, mas amor que recria dia após dia. (Ponte) Falhei quando preguei que eras dependente de um processo biológico penitente, reduzi Teu mistério a fórmula cruel, e chamei de justiça o que era véu. (Refrão) Perdão, Senhor, não és o Jeová do corte, não dependes de sangue nem de morte, Teu perdão nasce do amor restaurador, não de mecanismo frio e acusador. (Refrão Final) Agora descanso em Ti, Jesus-Amor, Teu ser é graça em eterno vigor, jamais serias contrário ao que és, pois amar é Teu princípio e fim aos nossos pés.