INTRO Respiração pesada… Noite dentro da cabeça. REFRÃO Ira guardada no peito, fúria sem direção Inveja posta em confronto, irmão contra irmão Sistema sem justiça alimenta a tensão Raiva vira arma quando falta visão Ira guardada no peito, fúria em combustão Inveja ensinada cedo como motivação Enquanto discutimos entre nós no chão Eles lucram calados com a nossa divisão VERSO 1 Crescemos a comparar, nunca a compreender Mostram-nos o topo só pra nos fazer doer Se não chegas lá, dizem “falhaste tu” Mas o jogo já vem viciado desde a raiz do menu Raiva acumulada em dias mal pagos Sorrisos forçados, olhos sempre cansados A injustiça não grita, corrói em silêncio Depois perguntam porquê que explode o bairro inteiro Inveja não nasce, é cultivada Em vitrines, feeds, promessa dourada Enquanto um sobe, mil ficam a olhar Acreditam que o problema é quem está ao lado, não quem manda cá REFRÃO Ira guardada no peito, fúria sem direção Inveja posta em confronto, irmão contra irmão Sistema sem justiça alimenta a tensão Raiva vira arma quando falta visão Ira guardada no peito, fúria em combustão Inveja ensinada cedo como motivação Enquanto discutimos entre nós no chão Eles lucram calados com a nossa divisão VERSO 2 Fúria não resolvida vira ódio cego Sistema sabe disso e brinca com o medo Apontam culpados sempre mais abaixo Pra ninguém levantar os olhos pro palácio Somos ensinados a competir, não a unir A inveja mantém o povo fácil de gerir Enquanto disputamos migalhas no chão Eles decidem o futuro numa sala sem som Não é fraqueza sentir raiva do que é injusto Perigo é deixá-la virar ódio sem rumo Lucidez é a chave, mesmo sob pressão Transformar fúria em voz, não em destruição OUTRO A raiva fala… A questão é quem a dirige.