
Diário de um Detento
Intro: Verso 1: Acordei na cela, mais um dia pra enfrentar, Olhos na grade, vejo o mundo a me chamar. Memórias de uma vida que ficou pra trás, Caminho sombrio, sem saber se há mais. Refletindo sobre escolhas, erros que cometi, Paguei caro pela vida que escolhi. O som do silêncio ecoa no corredor, A rotina me consome, alimenta o rancor. Refrão: Diário de um detento, histórias pra contar, Sonhos perdidos, tentando se encontrar. Lembranças me assombram, mas não vou desistir, No fundo dessa cela, eu ainda quero sair. Verso 2: Lá fora, a vida segue, sem parar pra me esperar, Amigos de outrora, quem vai me lembrar? Noite sem estrelas, pensamentos a vagar, Procurando redenção, um jeito de recomeçar. Na mente, as palavras da minha mãe a chorar, Pedindo pra Deus, um caminho iluminar. Escrevo essas linhas, tentando aliviar, A dor que me consome, tentando escapar. Refrão: Diário de um detento, histórias pra contar, Sonhos perdidos, tentando se encontrar. Lembranças me assombram, mas não vou desistir, No fundo dessa cela, eu ainda quero sair. Ponte: Sonho com o dia que a liberdade vai chegar, Caminhar pelas ruas, sentir o vento a soprar. O mundo é imenso, quero descobrir, Mas aqui dentro, só me resta resistir. Verso 3: Cada página escrita, um pedaço de mim, Esperança renasce, mesmo em meio ao fim. A luta é diária, um desafio constante, Mas o espírito é forte, segue adiante. As grades podem prender meu corpo, mas não meu pensar, Sonho com o futuro, quando eu puder voar. Diário de um detento, a história de muitos, Ecoando pelos tempos, nossos versos profundos. Refrão: Diário de um detento, histórias pra contar, Sonhos perdidos, tentando se encontrar. Lembranças me assombram, mas não vou desistir, No fundo dessa cela, eu ainda quero sair.

