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O sorriso do lagarto Josias Moreira de Alcanta

O sorriso do lagarto No Brasil tornou-se pleno; O povo vive bem farto Com o crocodilo pequeno. De verdade, tão pequeno, Assuntando a narrativa Que há muito segue à deriva, Sucumbindo à fantasia; E o lagarto, em tirania, Da semântica se esquiva. Sorriso que engana o povo, Sorriso que mente de novo; Mas quando a verdade chega, Todo esse teatro se nega. O sorriso, se é forçado, Destrói o senso e a verdade; Ele esconde o bom soldado E até sua dignidade. O sorriso, com maldade, Tem tempo para morrer, Pois não consegue prender A atenção de um povo heroico; Já que o riso paranoico Crápula, perde o poder. Sorriso que finge grandeza, Sorriso que esconde a fraqueza; O povo que luta e desperta Mostra que a justiça é certa. O sorriso emoldurado Do sarcasmo e da imprudência Mostra ao povo um vil legado De corrupção e indecência. E por tanta negligência Ficou claro que não presta Para governar — nos resta Tirá-lo nesta eleição; No voto, dizermos: NÃO, Acabou a sua festa. Sorriso que tenta enganar, Sorriso que insiste em reinar; Mas quando a coragem aflora, O povo é quem vence a hora.