
COBRANDO A CEIA (O BANQUETE DO VILÃO)
[Intro: Cordas orquestrais tensas subindo em crescendo, sub-bass 808 pulsando no fundo, percussão cromática estalando como ponteiro de relógio. 130 BPM] (Vocal: TENOR seco, TALK-SING bem colado ao microfone, sem reverb, puro desdém e autoridade) A mesa tava posta, né? Tu chamou os teus convidados, distribuiu os sorrisos de plástico... Me botou na ponta da mesa achando que eu ia engolir as migalhas do teu teatro. [SFX: Som cristalino de uma taça de vinho explodindo no chão de mármore] A ceia acabou, porra. O garçom foi embora... e o carrasco puxou a cadeira. (Ad-lib robótico sombrio com auto-tune no fundo: Puxou a cadeira...) [Build-Up: A síncope do Dembow engata com hi-hats em tercinas aceleradas, sub-bass rugindo] (Vocal: Flow ritmado, cadência agressiva crescendo em pitch) Tu achou que eu ia apodrecer na tua gaveta de restos? Que a tua moral de vitrine ia bancar teus protestos? Errou a conta, parceiro! O banquete faliu! Tua taça de ouro quebrou... e o sangue do Judas caiu! [Drop: EXPLOSÃO! 808 colidindo com kick seco de funk carioca, stabs metálicos e metais cinematográficos] [Refrão: Vocal masculino rasgado e dobrado, belting agressivo no topo do dembow bounce] TÔ COBRANDO A CEIA! VIRA ESSA MESA NO CHÃO! Teu reinado de papelão desmorona na minha mão! QUERIA O VILÃO? ENTÃO ENGASGA NO OSSO! O teu prato principal virou teu próprio destroço! Não tem cordeiro sagrado, não tem perdão de vitrine, A nota fiscal tá aberta, caralho, assume esse crime! Tô cobrando a ceia! Tô cobrando o cachê! O que tu comeu rindo... vai ter que devolver! [Verso 1: Flow funk eletrônico picotado, synths stabs rasgando nas entrelinhas da caixa] (Vocal: Rápido, venenoso, articulação nasal e rascante) Tu serviu veneno em taça de cristal lapidado, Falou que era amor enquanto limpava o meu saldo. Comemorou a traição na frente dos teus capachos, Mas esqueceu que o predador não se alimenta de cacos! Eu engoli o fel, mastiguei a tua soberba em silêncio, Fiz da tua falsidade o combustível mais denso. Agora olha nos meus olhos: cadê tua postura de santo? Tua reza é covarde, teu discurso é espanto! Puxei o tapete vermelho que tu estendeu pra tua glória, Queimei o cardápio e apaguei tua versão da história! [Pré-Refrão: Bateria corta parcialmente, pads atmosféricos escuros sustentam, hats em tercinas sobem a pressão] (Vocal: Ad-libs cortantes em auto-tune agudo nas pontas dos versos) O relógio travou na meia-noite do teu ego... Teu vinho azedou no cálice do teu desespero cego! 3, 2, 1... BATE O MARTELO! [Drop / Refrão: O grave 808 estremece as caixas, cordas orquestrais cortantes em staccato] (Vocal: Coro em uníssono com voz rasgada, visceral) TÔ COBRANDO A CEIA! VIRA ESSA MESA NO CHÃO! Teu reinado de papelão desmorona na minha mão! QUERIA O VILÃO? ENTÃO ENGASGA NO OSSO! O teu prato principal virou teu próprio destroço! Não tem cordeiro sagrado, não tem perdão de vitrine, A nota fiscal tá aberta, caralho, assume esse crime! Tô cobrando a ceia! Tô cobrando o cachê! O que tu comeu rindo... vai ter que devolver! [Verso 2: Groove desacelera na sensação para o Reggae Dembow pesado, synths desafinados com textura vampírica] (Vocal: Cadência arrastada, tom sarcástico e ameaçador) Tu jurou que a minha dor ia pagar tua sobremesa, Que eu ia ser o fantasma rondando a tua fraqueza. Mas eu virei o cobrador com dente de aço e navalha, Que expõe na cara do mundo onde a tua farsa falha! Cadê teus apóstolos agora? Fugiram pro escuro! Te deixaram sozinho encarando esse muro! Tua coroa de espinhos de plástico derreteu no calor, E o banquete dos covardes conheceu o seu senhor! [Ponte: Corte súbito da batida! Silêncio tenso, apenas o tique-taque cromático e um violoncelo fúnebre] (Vocal: Sussurrado, gélido, colado no tímpano, sem nenhuma afetação) Você comeu o melhor pedaço da minha lealdade... E achou que a conta nunca ia chegar à mesa. (Pausa total de 1 segundo) Pede a saideira, palhaço. Porque a fatura... tá em juros compostos. [Refrão Final: CAOS CONTROLADO! Pancadão do funk eletrônico fundido ao dembow roll, cordas gritando no agudo] (Vocal: No limite da garganta, vocal fry estourando de ódio e triunfo) TÔ COBRANDO A CEIA! VIRA ESSA MESA NO CHÃO! Teu reinado de papelão desmorona na minha mão! QUERIA O VILÃO? ENTÃO ENGASGA NO OSSO! O teu prato principal virou teu próprio destroço! Não tem cordeiro sagrado, não tem perdão de vitrine, A nota fiscal tá aberta, caralho, assume esse crime! TÔ COBRANDO A CEIA! O BANQUETE ACABOU! O vilão que tu desenhou... FINALMENTE ACORDOU! [Outro: O dembow vai arrastando para um half-time cinematográfico, cordas dissonantes sumindo no escuro] (Vocal: Barítono sussurrado com modulação de auto-tune em decay) A mesa tá virada. A conta tá paga. (Riso irônico e seco) Guarda o troco. [SFX: Som metálico de gaveta de caixa registradora batendo forte / Sub-boom de encerramento] [Fim]


