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DEUS QUE PUNE POR CIÚMES

(estrofe 1) Sara tem medo de perder seu espaço, Vê em Hagar a ameaça do futuro; E expulsa mãe e filho do mesmo laço, Faz do ciúme um decreto duro. ... (estrofe 2) Ismael chora à sombra do abandono, Deserto escaldante, silêncio fatal; E o texto trata esse gesto sem entono, Como se fosse justiça ancestral. ... (estrofe 3) O ciúme antigo parece vontade divina, Como se o Pai pactuasse com exclusão; Mas Cristo acolhe sem medir a sina, E abraça os cansados com compaixão. (refrão) Não, Deus não pune por ciúmes feridos, Nem lança ao exílio quem busca guarida; O Pai revelado por Cristo cura os vencidos E devolve aos frágeis a força da vida. ... (estrofe 4) No antigo clã, o afeto era posse e poder, Um coração valia menos que a herança; Mas Jesus mostrou outro modo de viver: O amor que não teme perder esperança. ... (estrofe 5) No deserto, a água renasce da dor, O anjo consola, mas não redime o rigor; Já Cristo, em contraste, revela o Senhor Que ergue o rejeitado com gesto maior. ... (estrofe 6) A narrativa aceita Sara como voz suprema, Transforma o medo dela em ordem final; Mas Cristo desmonta qualquer sistema Que trate o fraco como peso marginal. (refrão) Não, Deus não pune por ciúmes feridos, Nem lança ao exílio quem busca guarida; O Pai revelado por Cristo cura os vencidos E devolve aos frágeis a força da vida. ... (estrofe 7) Perdão, Senhor, por eu ter confundido Ciúmes humanos com vontade tua; Hoje vejo em Cristo o Deus compassivo Que abraça quem vaga sem terno e sem rua. ... (estrofe 8) O menino cresce na margem do texto, Mas Jesus o traria para o centro da história; Ele devolve dignidade ao que foi desfeito, E transforma o exilado em herdeiro da glória. ... (ponte) Choro por crer que o Pai sancionava A expulsão cruel ditada pelo medo; Mas Cristo mostrou que o amor que salvava Jamais aprovaria um castigo tão cedo. (refrão) Não, Deus não pune por ciúmes feridos, Nem lança ao exílio quem busca guarida; O Pai revelado por Cristo cura os vencidos E devolve aos frágeis a força da vida. ... (refrão final) Agora descanso no Deus que acolhe, Que abre os braços e chama ao lar; Em Jesus encontro o Pai que console, O Deus amor que vem me salvar.