
Uma canção do Negocialismo
Escrita O Sol e a Terra Foram Testemunhas Uma canção do Negocialismo [Verso 1] Um dia faltou pão na mesa, E um amigo estendeu a mão. Uma cesta, um gesto simples, Fez morada no coração. O barbeiro não fez perguntas, Nem cobrou o que ofereceu. Naquele instante de necessidade, Um pouco do mundo se moveu. [Verso 2] Veio a advogada com seu ouro, Um colar que mudou de lugar. Entregou ao supridor, sem preço, Sem saber onde iria chegar. E o supridor conhecia os caminhos, Via as pontas de uma relação. Levou o ouro até o barbeiro, Sem exigir explicação. [Pré-refrão] Não existe dívida na bondade, Nem corrente prendendo o favor. Quando a liberdade acompanha a entrega, O respeito preserva o valor. [Refrão] O Sol e a Terra foram testemunhas, De uma troca que não se comprou. O ouro mudou de mãos neste mundo, Mas a essência ninguém negociou. Saudade, liberdade e igualdade, Três caminhos na mesma direção. Se o respeito sustenta a verdade, A benevolência floresce no chão. [Verso 3] O supridor também foi suprido, Quando a vida apertou seu caminho. E aprendeu que o valor de uma troca Não se mede contando sozinho. Quem recebe não deve obediência, Quem oferece não pode exigir. Toda escolha merece respeito, Toda vida merece seguir. [Ponte] O Sol ilumina, a Terra acolhe, Cada semente tem seu lugar. O bem que recebemos na vida Pode encontrar outro alguém para ajudar. Não é o ouro que cura a ferida, Nem o preço que explica o valor. É o respeito que guarda a liberdade, É a consciência que transforma o amor. [Refrão final] O Sol e a Terra foram testemunhas, De uma troca que não se comprou. O ouro mudou de mãos neste mundo, E a liberdade permaneceu onde chegou. Saudade, liberdade e igualdade, Que o respeito nos faça compreender: O ciclo termina sem cobrança, Mas o bem pode continuar a viver. [Final — suave] Receber, absorver, transmitir, redistribuir... Sem prender, sem mandar, sem exigir. O Sol e a Terra, em silêncio a olhar... E o respeito ensinando a humanidade a compartilhar.

