[Intro] Agora, eu preciso voltar para a minha língua, para o meu povo Estou de volta aqui no último pedaço da cauda desta terra Só pode ser contado numa língua que todos aqui possam entender Vó, esse livro foi escrito para contar sua história em seu próprio tempo Entre pousos e decolagens, rodovias e estradas sinuosas Comecei a concebê-lo, mas foi diante da necessidade de encarar minha própria entropia que decidi finalizá-lo E foi olhando de novo para você, e para os que foram seus parceiros de jornada Que fui buscar as respostas para os dilemas que carrego comigo chegando aos trinta [Music] Como conciliar fé e crítica? Como conciliar poder e humanidade? Como conciliar poder e humanidade? Como conciliar memória e luta? Como equilibrar uma mente analítica Com um coração que aprendeu a ser generoso? [Chorus] Foi com você que eu aprendi A aceitar o mistério Foi com você que eu aprendi A voar sem medo do peso A achar as respostas Se um dia eu precisar Basta eu olhar o horizonte (E olhar o horizonte) E reconhecer a beleza nas dores, meus amores Que tive que deixar ir Amores vêm e vão São aves de verão Como andorinhas Que sozinhas não fazem verão Foi com você que eu aprendi A aceitar o mistério Foi com você que eu aprendi A voar sem medo do peso A achar as respostas Se um dia eu precisar Basta eu olhar o horizonte (E olhar o horizonte) Porque vai bastar que eu acredite Que a cada dia nasce de novo o sol E assim se renovam, a cada manhã Nossas chances de viver Foi com você que eu aprendi A aceitar o mistério Foi com você que eu aprendi A voar sem medo do peso A achar as respostas Se um dia eu precisar Basta eu olhar o horizonte (E olhar o horizonte) E reconhecer a beleza nas dores, meus amores Que tive que deixar ir


