
A sala do pó e do buraco
Nos confins do Rio de nojeira existe a Sala do pó e do buraco, aonde um sofá pegajoso de histórias mal lavadas me deixou traumatizado. No Projac tem fino pó, Produtor coça a pança obesa, Nariz faz festa aspirando, E a novata aprende urrando. Sala do pó e do buraco, desbeiço emocional, palco vazio de mérito e pacto venal. Velho pavão abre o leque, Promete sol e holofote, A jovem hera se enrosca e segue, Sonhando close e camarote. Sala do pó e do buraco, desbeiço emocional, palco vazio de mérito e pacto venal. Há neve doce na bandeja, Que some leve no buraco nasal, E quem aspira logo festeja, Jurando ver o céu. Sala do pó e do buraco, desbeiço emocional, palco vazio de mérito e pacto venal. Por trás do pano há um vão, Com risos roucos de veludo, Quem quer palco libera, E quem não faz rir não prospera. Sala do pó e do buraco, desbeiço emocional, palco vazio de mérito e pacto venal. Lugar degenerado que causa dor retal.

