
4 - Berceuse
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Berceuse Poema de Ideney Gonçalves de Oliveira Dorme, menina, dos olhos tão meigos, dos olhos tão meigos que fazem pensar... Meu rei já tombou ferido de morte, meu rei do xadrez que quis te ensinar. Dorme, menina, olhando as estrelas, olhando as estrelas brilhando no espaço... Morreu a boneca do nosso brinquedo que, de mentirinha, foi outro fracasso... Dorme, menina, dos longos cabelos, dos longos cabelos do vento porvir. Esquece os brinquedos, esquece as esperas, pois és primavera e deves dormir!

