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09 - Fim de Tarde na Varanda - Lia Zen (R2)

V5.5

[Intro – suave, quase sussurrado] Tem silêncio que fala mais que barulho… E eu só fui entender isso… aqui [Verse 1 – Rap leve, introspectivo] Fim de tarde caindo devagar no céu Cadeira de balanço rangendo um papel Que o tempo escreve sem ninguém notar E eu ali parada… só deixando passar Lembrei do Vidigal, do som da cidade Do barulho constante virando realidade De casa pra escola, da escola pra casa Sempre alerta… vivendo na linha traçada Olhar pra trás não era opção Era seguir em frente, atenção na direção Cada esquina tinha história pra contar Mas também tinha medo que eu não podia mostrar [Pre-Chorus – leve, emocional] E eu achava que viver era só resistir Mas nunca tinha parado… só pra sentir [Chorus – Sertanejo emocional, aberto] Fim de tarde na varanda, o mundo desacelerou E pela primeira vez… o silêncio me abraçou Sem pressa, sem medo, sem ter que provar Que eu podia só existir… sem precisar lutar Fim de tarde na varanda, eu respirei fundo enfim E uma paz desconhecida fez morada em mim Se isso é viver de verdade, então eu nem sabia Que a vida podia ser tão leve assim [Verse 2 – Rap leve, mais profundo] No Rio era beleza misturada com tensão Era sorriso no rosto e alerta no coração Era minha casa, meu chão, minha raiz Mas também era um peso que eu nunca quis E aqui é diferente… difícil até explicar Não é que falte história… é que sobra ar Sobra tempo, sobra calma no olhar Sobra espaço pra eu mesma me escutar Tio Zé lá dentro, o rádio baixinho E eu entendendo meu próprio caminho Que às vezes sair não é abandonar É só dar um passo pra se encontrar [Pre-Chorus – leve subida] E entre o que eu fui… e o que eu tô sendo agora Eu vi que a paz também mora fora [Chorus – Sertanejo emocional] Fim de tarde na varanda, o mundo desacelerou E pela primeira vez… o silêncio me abraçou Sem pressa, sem medo, sem ter que provar Que eu podia só existir… sem precisar lutar Fim de tarde na varanda, eu respirei fundo enfim E uma paz desconhecida fez morada em mim Se isso é viver de verdade, então eu nem sabia Que a vida podia ser tão leve assim [Bridge – mais íntimo, quase falado] Talvez eu não tenha saído de lá… Só tenha trazido tudo comigo E agora… pela primeira vez Eu consigo deixar um pouco ir [Final – suave, contemplativo] Fim de tarde na varanda… E eu… finalmente em paz