
(estrofe 1) Há febres que não queimam, mas iluminam, e dores que não ferem, apenas fazem florir; teu nome toca em mim, e as horas se inclinam, como astros que aprendem teu rumo a seguir. (estrofe 2) Meu peito se agita como mar na lua cheia, sem tempestade, mas cheio de expansão; teu amor é a maré que me semeia, e deixa conchas de luz no coração. (estrofe 3) Não encontro remédio nas prateleiras do mundo, nem fórmula exata para esta emoção; pois o que sinto é vasto, secreto e profundo, como raiz bebendo água no chão. (estrofe 4) Estou enfermo de amor, confesso sem receio, como vinha madura curvada pelo fruto; quanto mais te desejo, mais me incendeio, e o silêncio se torna canção e tributo. (refrão) Doente de amor, mas curado em teu abraço, frágil e forte no mesmo ardor; perco-me em ti e encontro meu espaço, pois minha enfermidade tem o nome de amor. (estrofe 5) Teu olhar é um vinho servido lentamente, que aquece sem pressa as fibras do ser; e minha alma, sedenta e reverente, bebe tua presença para sobreviver. (estrofe 6) Como rosa que se abre ao toque da aurora, meu coração desdobra cada pétala em tua direção; o tempo me observa, e a vida cora, vendo teu perfume tomar meu chão. (estrofe 7) Há noites em que teu nome é estrela insistente, costurando clarões no tecido da escuridão; e eu, peregrino do teu afeto ardente, caminho febril pela constelação. (refrão) Doente de amor, mas curado em teu abraço, frágil e forte no mesmo ardor; perco-me em ti e encontro meu espaço, pois minha enfermidade tem o nome de amor. (estrofe 8) Teu toque é orvalho sobre campo cansado, renovando espigas depois do verão; e tudo o que em mim estava quebrado se recompõe ao ritmo da tua mão. (estrofe 9) Se esta doença é amar sem medida, não quero alta, repouso ou solução; prefiro viver esta febre da vida, onde teu nome pulsa em minha pulsação. (estrofe 10) Porque amar é adoecer de beleza, e sarar no colo de quem sabe acolher; teu amor fez da minha fraqueza o lugar mais fértil para florescer. (refrão) Doente de amor, mas curado em teu abraço, frágil e forte no mesmo ardor; perco-me em ti e encontro meu espaço, pois minha enfermidade tem o nome de amor.

