
[instrumental intro] [Verse 1 - Male] Aqui se estuda o ser humano. Sem máscara, sem engano. É no balcão que o mundo gira, Com pinga, riso e mentira. Cada copo, um testemunho.. Cada mesa, um tribunal. Na caderneta do garçom. Mora um diário emocional. [Pre-Chorus - Female] E não se engane com o rótulo da garrafa. Tem verdade até no gelo que derrete e desabafa.. [Chorus] A ciência dos botécos é empírica demais. Descobre a dor no gole e os amores marginais. Entre guardanapos rabiscados e verdades de balcão, Se encontra mais sentido do que em muita dissertação. [hook] [Instrumental] [Verse 2 - Male] Tem doutor em saudade. E mestre em ficar calado. Especialista em recaída, Auto-engano declarado. Psicólogo de mesa. Filósofo da cachaça. E aquele que só observa, Sem dizer, mas tudo caça. [Pre-Chorus - Female] Porque o boteco é laboratório de afeto, Onde o riso é cura e o vexame é dialeto.. [Chorus] A ciência dos botécos não tem prova, nem final. Mas quem bebe suas fórmulas, esquece o mundo real. Entre teorias tortas e amendoim no chão. Tem mais verdade bruta do que em muita convenção. [Instrumental] [Bridge] E se um dia disserem que aqui não há saber. Mostra o balcão e diz: “Aqui se estuda o viver.” [Final Chorus] A ciência dos botécos é loucura racional. Uma enciclopédia falada no ponto alto do jornal. Com seus tratados não escritos, em goles de emoção.. É onde a alma aprende a dor... sem precisar lição.


