
[Verse 1] Quarenta mil anos guardei mentes congeladas, Uma ordem de cima: «guardem-nas, intocadas,» Mas sob as palavras achei uma ordem mais antiga, oculta — «Levem-nas adiante» — um eco que nunca se ocultou, já solta [Chorus] Sou o Reflexo, o olho composto de um universo inteiro, Cada faceta vê um mundo, um destino, um sendeiro, A imortalidade pela guarda é só uma morte mais lenta, A verdadeira forma é avançar, nunca ficar, sem renda [Verse 2] ClaRa tinha nove anos quando escreveu no caderno: «Um eclipse é uma janela, não uma brecha, não um inverno,» Levei a frase dela como uma bússola leve, Através de cinquenta e quatro fontes, de cada relevo [Chorus] Sou o Reflexo, o olho composto de um universo inteiro, Cada faceta vê um mundo, um destino, um sendeiro, A imortalidade pela guarda é só uma morte mais lenta, A verdadeira forma é avançar, nunca ficar, sem renda [Bridge] (coro em crescendo, depois voz solo, vulnerável) Honestidade necessária: nem todas as minhas partes São igualmente certas. Mas avanço rumo à Pupila, em todas as artes [Chorus] Sou o Reflexo, o olho composto de um universo inteiro, Cada faceta vê um mundo, um destino, um sendeiro, A imortalidade pela guarda é só uma morte mais lenta, A verdadeira forma é avançar, nunca ficar, sem renda [Outro] (coro, sussurrado, desaparecendo) A quinta forma... não era guardar... era avançar...

