TOMA LÁ DÁ KA Pensas que a minha carteira é poço sem fundo, Que podes gastar o meu kwanza a cada segundo. Chegas no grupo cheia de fome e de vaidade, Mas esqueces que a vida real exige responsabilidade. Olhas para o menu e escolhes logo o mais caro, Mas hoje o meu aviso vai ser bem curto e claro. Eu ralo no duro, não ando a brincar com o vento, Cada nota que eu tenho custou o meu suor e tempo. Não me venhas com mimos nem conversas fiadas, Que essas tuas táticas já estão bem estudadas. Quem quer ostentação que trabalhe por ela, Porque o meu bolso não banca a tua passarela. Prepara a mente para o choque de realidade, Porque a mamata acabou aqui na minha cidade. Se comeres hambúrguer no meu dinheiro, mana, vamos ter que fófó Se beberes a minha Booster no meu dinheiro, vamos ter que trantran Porque eu não sou teu banco e nem tua família, Aqui a regra é clara: é toma lá, dá cá! A lanchonete tá cheia e o clima tá pesado, O hambúrguer tá na mesa e o copo tá gelado. A Booster tá a descer, mas a conta tá a subir, E tu achas mesmo que eu só vou rir e assistir? Eu não sou patrocinador do teu fim de semana, Muito menos o otário que te dá essa grana. Se queres comer bem, põe a mão no teu bolso, Porque comigo não há espaço para esse teu almoço. Achar que eu sou o teu banco é o teu maior erro, Se não pagas o que deves, eu provoco o enterro. A amizade é bonita até tocar no meu cofre, Quem abusa da confiança é quem no fim sempre sofre. Então assume o teu gasto e resolve a tua vida, Antes que essa nossa conversa vire uma despedida. Se comeres hambúrguer no meu dinheiro, mana, vamos ter que fófó Se beberes a minha Booster no meu dinheiro, vamos ter que trantran Porque eu não sou teu banco e nem tua família, Aqui a regra é clara: é toma lá, dá cá! A fatura chegou e a mesa ficou bem muda, Quero ver quem aparece agora e te dá ajuda. Não olhes para mim com essa cara de espanto, Porque o teu teatro já não me causa encanto. Eu pego as minhas coisas e deixo o meu valor, O resto do problema é teu, seja como for. Vais ter que te virar com o gerente ou o garçom, Para aprenderes de vez a respeitar o meu som. A lição foi pesada, mas serve de aprendizado, Com o dinheiro dos outros não se brinca, é sagrado. O aviso está dado, a música vai terminar, Quem não tem para pagar, não deve se sentar. Eu sigo o meu rumo com as minhas contas certas, E deixo para trás as mentes que são espertas.


