
O Soneto Últimos Sonetos, de Cruz e Souza, 1905 "post mortem" ******* Nas formas voluptuosas o Soneto Tem fascinante, cálida fragrância E as leves, langues curvas de elegância De extravagante e mórbido esqueleto. A graça nobre e grave do quarteto Recebe a original intolerância, Toda a sutil, secreta extravagância Que transborda terceto por terceto. E como um singular polichinelo Ondula, ondeia, curioso e belo, O Soneto, nas formas caprichosas. As rimas dão-lhe a púrpura vetusta E na mais rara procissão augusta Surge o Sonho das almas dolorosas...

