
[Verse 1] Tinha um portão meio torto, uma luz fluorescente piscando, gente rindo sem motivo E um Street Fighter comendo A cadeira era de plástico, mas o trono era de quem vencia. Uns sopravam a fita Outros ficavam naquela agonia [Pre-Chorus] Não tinha loading, não tinha patch de correção. Tinha bug, tinha gíria e coração na contramão. [Chorus] Era tudo por um real e valia mais que ouro. Tinha alma naquela fase, tinha herói em cada jogo. Era pouco, era real, era vida em pixel solto. Hoje eu daria o que tenho pra voltar só mais um pouco… [Verso 2] Um refrigerante no saquinho, um pastel meio duvidoso, mas no combo vinha a infância que tempo, que sonho gostoso. O som era o das fichas caindo, ou de alguém soprando o cartucho. E o Wi-Fi era conversa de quem sabia dar risada sem truco. [Pre-Chorus] Não tinha stream, mas tinha fila pra jogar. E cada segundo esperando já fazia o mundo girar. [Chorus] Era tudo por um real e valia mais que ouro. Tinha alma naquela fase, tinha herói em cada jogo. Era pouco, era real, era vida em pixel solto. Hoje eu daria o que tenho pra voltar só mais um pouco… [Bridge – with rising emotion] A placa dizia o preço, mas o valor era outro: amizade em cada risada, e o tempo era nosso tesouro. [Last Chorus – with strength and nostalgia] Era tudo por um real e a memória ainda brilha! Na quebrada ou na cidade, toda alma tinha trilha. Era simples, era bruto, era puro e verdadeiro. Hoje o peito ainda pulsa quando lembro do fliperama inteiro! [Ending – acoustic, almost whispered] Se eu pudesse voltar no tempo… …lá eu gastava o que eu gastei no puteiro.


