
[Intro – sussurrado, etéreo] Entre sombras e silêncio eu nasci Nos braços da noite, me perdi Nada resta… só a escuridão E o som do meu próprio coração [Verso 1] A sombra dança na parede gelada A lua grita sua canção calada A noite é longa, me devora em vão Um silêncio chora sem nome ou razão [Verso 2] O vento corta como lâmina embotada A alma sangra, rendida e calada Meus passos soam num chão de cristal A dor se esconde num peito sem sinal [Refrão] Tudo se perde na escuridão O tempo é um fantasma sem direção Procuro respostas num abismo sem fim Mas a noite só ri Zombando de mim [Verso 3] Estrelas caem como lágrimas lentas O destino traça linhas violentas Meu reflexo no espelho se desfaz Sou só um vulto Um eco que jaz [Ponte] O peso do nada me faz sucumbir O dia reluta em querer surgir Preso num ciclo Num adeus sem fim Grito aos céus Mas os céus são em mim [Refrão] Tudo se perde na escuridão O tempo é um fantasma sem direção Procuro respostas num abismo sem fim Mas a noite só ri Zombando de mim [Outro – murmúrio lento, distante] No fim, só resta o som do vazio Um eco que dança no próprio frio Se a noite sorri, é só por crueldade E eu me apago… Na eternidade

