
(estrofe 1) Contando o cristianismo... é lembrar, quando a escola, em vez de ensinar, fez uma cultura desaparecer para outra no seu lugar nascer. (estrofe 2) Havia línguas cheias de memória, nomes guardados no coração; mas foram retiradas da história por currículos de imposição. (estrofe 3) A criança chegava com sua raiz, com seus cantos, seus modos de viver; e saía falando como se nunca quis aquilo que aprendera a esquecer. (estrofe 4) O quadro-negro cobria o passado, o livro corrigia o ancestral; e o saber local, desvalorizado, era tratado como algo inferior e banal. (refrão) Ensinar não é fazer esquecer, nem trocar uma raiz por outra flor; educar é ajudar a compreender a riqueza de cada cultura e seu valor. (estrofe 5) Quando a fé invade a identidade e transforma diferença em desvio, a educação perde a liberdade e o conhecimento deixa de ser rio. (estrofe 6) Não basta abrir portas da escola se a memória fica do lado de fora; uma educação que a história controla pode apagar o que uma comunidade adora. (estrofe 7) O Evangelho não deveria chegar como lâmina contra uma tradição; se vem para amar e transformar, não precisa destruir uma identidade em vão. (refrão) Ensinar não é fazer esquecer, nem trocar uma raiz por outra flor; educar é ajudar a compreender a riqueza de cada cultura e seu valor. (estrofe 8) Há saberes que vivem na aldeia, na língua, na terra e no cantar; quando a escola respeita essa ideia, faz o conhecimento multiplicar. (estrofe 9) A criança merece conhecer a história de onde veio e quem é; pode aprender sem precisar perder a memória que sustenta sua fé. (estrofe 10) Contando o cristianismo... é lembrar que ensinar também é respeitar; nenhuma missão pode justificar um povo aprender a se apagar. (refrão) Ensinar não é fazer esquecer, nem trocar uma raiz por outra flor; educar é ajudar a compreender a riqueza de cada cultura e seu valor.

