
(Estrofe 1) Aceito o não saber como parte do meu crescer, há segredos que o tempo insiste em esconder; no silêncio do hoje deixo a alma repousar, pois o amor por mim não depende de explicar. (Estrofe 2) Há caminhos que trilho sem total compreensão, mas sigo com ternura, guiado pela intuição; nem tudo se revela no instante em que se vê, e amar-me no enigma também fortalece o meu ser. (Estrofe 3) No que não entendo encontro espaço pra confiar, é o terreno fértil onde escolho me escutar; mistérios são gestos da vida me ensinando a esperar, e eu me amo, mesmo sem tudo decifrar. (Refrão) Eu me amo no que ainda não entendo, na dúvida calma que vai me envolvendo; cada incerteza é chance de crescer, e o tempo revela o que preciso saber. (Estrofe 4) Aprendo que a pressa só tranca o coração, e que respostas tardias têm sua razão; o amor que cultivo dentro de mim não exige clareza para existir assim. (Estrofe 5) Abraço perguntas que não querem se explicar, há beleza discreta no que não posso controlar; sou jardim de segredos florescendo devagar, e me amo até no que não sei nomear. (Estrofe 6) Nem todo enigma pede solução imediata, às vezes o sentido vem em forma delicada; e no intervalo entre o não saber e o ser, eu descubro que me amar é também me acolher. (Refrão) Eu me amo no que ainda não entendo, na dúvida calma que vai me envolvendo; cada incerteza é chance de crescer, e o tempo revela o que preciso saber. (Estrofe 7) O futuro guarda notas que um dia ouvirei, hoje apenas sinto o ritmo que abracei; quando aceito o mistério como parte de mim, sou mais inteiro, mais leve, mais enfim. (Estrofe 8) Os véus do desconhecido não me causam mais temor, aprendi que o incerto também é professor; e nesse abraço manso entre o duvidar e o crer, eu me amo por inteiro, e escolho florescer. (Ponte) Mas tantas vezes deixei de me amar por me perder, buscando em outros olhos aquilo que era meu ser; corri atrás de respostas que só me desviaram, e esqueci que alguns vazios apenas esperam. (Refrão) Eu me amo no que ainda não entendo, na dúvida calma que vai me envolvendo; cada incerteza é chance de crescer, e o tempo revela o que preciso saber. (Refrão Final) Agora me amo em qualquer condição, no claro, no escuro, no som ou no não; seja o mistério suave ou denso no ar, eu me amo sempre, disposto a me abraçar.

