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A DESTRUIÇÃO DE AI

V6-MINI

(estrofe 1) Ai caiu depois de uma astuta operação, Israel venceu utilizando emboscada e direção; A narrativa atribui a estratégia ao Senhor, E a batalha ganha uma moldura de sagrado valor. (estrofe 2) A cidade é tomada no avanço da peleja, E o vencedor contempla aquilo que a guerra enseja; O texto transforma o triunfo militar em sinal, Como se a vitória bélica revelasse o querer celestial. (estrofe 3) Mas uma coisa é a batalha ter acontecido, Outra é dizer que o próprio Deus a teria decidido; Uma coisa é registrar soldados em combate, Outra é afirmar que o Céu aprovou aquele abate. (estrofe 4) A história pode guardar memória de uma guerra, De povos disputando caminhos, poder e terra; Mas quando o conflito recebe chancela divina, A espada humana ganha uma autoridade que não combina. (refrão) A DESTRUIÇÃO DE AI não revela o Deus de Jesus, Pois o Reino que Ele anuncia não cresce pela cruz; Não vem com exércitos, conquista ou dominação, Mas com serviço, amor, verdade e transformação. (estrofe 5) Jesus não convocou guerreiros para ampliar seu reinado, Nem ofereceu território como prêmio ao aliado; Lavou os pés daqueles que chamou para servir, E mostrou que grande é quem aprende a se diminuir. (estrofe 6) O Reino não precisa cercar cidades para avançar, Nem precisa de soldados para se estabelecer; Seu território começa dentro do coração, Quando o amor vence o orgulho, a violência e a opressão. (estrofe 7) A vitória de Cristo não se mede por uma fortaleza, Nem pelo número de mortos deixados sobre a mesa; Sua força aparece quando o adversário é acolhido, E aquele que era inimigo pode tornar-se amigo. (refrão) A DESTRUIÇÃO DE AI não é o caminho de Jesus, Seu Reino não marcha sob estandartes de guerra e cruz; Nenhuma conquista militar define sua missão, Pois seu poder se manifesta na reconciliação. (estrofe 8) Em Lucas, uma aldeia samaritana não o recebeu, E Tiago e João quiseram fogo sobre quem os rejeitou; Jesus, porém, repreendeu aquela disposição, Recusando transformar hostilidade em destruição. (estrofe 9) No jardim, quando Pedro desembainhou sua espada, Jesus não celebrou aquela defesa armada; Mandou guardar a espada e seguiu sem retaliar, Mostrando outro tipo de poder: sofrer sem odiar. (estrofe 10) Por isso, contemplo Ai sem chamar o massacre de divino, Nem transformo estratégia humana em decreto genuíno; Se houve guerra, pertence à história dos homens em conflito, Não preciso atribuir ao Deus de Jesus cada ato descrito. (ponte) Quanto falhei confundindo a narrativa da guerra com revelação, Como se todo acontecimento registrado recebesse divina aprovação; Não percebi que contar uma história não significa torná-la mandação, E coloquei sobre Deus o peso de cada decisão da antiga população. (refrão) A DESTRUIÇÃO DE AI não representa o Deus que Jesus revelou, Pois seu Reino não avança pelo terror que o guerreiro espalhou; Não é pela força que o Pai conquista nossa adesão, É pelo amor que chama, convence e transforma o coração. (refrão final) Agora descanso em Jesus, Deus de eterno amor, Nele encontro o Pai, sem sombra de ódio ou terror; Jamais será diferente conosco seu coração, Pois seu Reino é amor, serviço, verdade e reconciliação.