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Curto Circuito (NEW VERSION)

[Intro] [Guitarra elétrica com tremolo lento, estalos de vinil, espaço negativo] [Verso 1] E você chega... com esse ar de quem manda no espaço Tenta o mesmo truque... medindo a distância do passo Tua mão no meu queixo, o roteiro que eu já conhecia Dizendo "senti falta", mas hoje eu sei bem o que havia. Me puxa pra perto... e eu deixo a farsa correr Não porque eu me perco, mas porque eu escolho ceder. [Pré-Refrão] O corpo conhece a faísca e não foge da chama A mente é blindada, mas sabe o que busca na cama Não é mais veneno inocente nem vício vulgar: É o cálculo frio de ver até onde isso vai queimar. [Refrão] Não é falha, nunca foi erro no meu DNA Eu abro essa porta sabendo o que vai desmontar Me toca pensando que eu sou um troféu pra quebrar, Mas esquece que o vidro quebrado também te faz sangrar! Não é amor, não é transe, é pacto carnal: Provar desse fogo sabendo que eu sou o final. Você acha que manda no jogo e me deixa no chão... Mas quem puxa o cabo dessa tensão sou eu. [Verso 2] O sol tá batendo... a poeira assentou na janela Você veste a pressa, achando que a cena era dela. Não sou teu refúgio nem rascunho de compensação, Eu sou o espelho que expõe a tua própria solidão. Não me importo se o dia não traz tua mão pra segurar: Quem tem chão de sobra não precisa de apoio pra andar. [Bridge (Spoken Word)] (Corte brusco de dinâmica. Apenas pulso de sub-bass e Rhodes) O traço agora é limpo. Sem hesitação. A carne responde ao toque, mas a mente não entrega a direção. O curto-circuito não queima mais a casa; Ele apenas ilumina o vazio de quem tenta me quebrar. [Pré-Refrão 2] A voltagem subiu, a blindagem não vai recuar, A tensão é constante, não há ilusão pra salvar. [Growl] Se o fogo consome o que era frágil e vulgar, A cinza que sobra é o marco do meu próprio altar! [Refrão Final] Não é falha no meu DNA! Eu deixo queimar, mas ninguém vai me desmontar! Me toca pensando que eu sou o troféu pra quebrar: Moleque, eu já me reconstruí... você não sabe nem começar! Não é vício, não é culpa, é domínio total: O gosto do fogo entregue no tempo final. Você tenta o teu curto-circuito pra me enlouquecer... Mas a chave geral tá na minha mão. [Outro] [Solo de guitarra blues rasgando sobre o fade out, sussurro: "Chave geral..."]