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O DIA D - (de Demolição)

V6

[Verse 1] Desocupa minha nuca Tu não lê a minha planta baixa e eu não vou traduzir meu abismo pra turista me encarar Se tu tiver peito, mas tu nunca suportou a luz natural, né? Tu prefere o mofo [Chorus] Na fundação que eu herdei da minha gente, tu não compra, tu não quebra Me larga, desmorona, me deixa existir, me deixa expandir Cuidado, tá no meu pulso o poder de implodir a tua farsa Desce desse salto de ego, nem tenta escorar no meu peito, não dá Não tem mais teto pra nós dois Quadrado, oco, doente [Verse 2] A cadência do meu tambor, o grave da minha existência Te coloca de volta no teu vazio, me solta, não suga Me deixa cantar, me deixa sangrar até limpar, eu vou Intensificar a minha voz no meio do teu ruído Gritando o teu império ruiu Vou arrancar a tua raiz da minha terra [Verse 3] Parasita, espectro, golpista de esquina, profeta da própria ruína Tua teia apodreceu, o sangue esuga, narciso Tu só levita, tu só respira porque roubou o meu oxigênio Pra rua, pra sombra [Chorus] Desocupo o meu altar A tua máscara rachou de ponta a ponta Eu vou intensificar a minha voz no meio do teu ruído Gritando o teu império ruiu Vou arrancar a tua raiz da minha terra [Outro] Vampiro de axé O teu velho esquema de controle desmoronou Desta vez virou pó Tu achou que era o dono da obra e eu te pergunto na cara Quem te deu permissão pra pisar no meu sagrado? Uma rasteira Acabou o teu tempo de tela Hoje a luz bate de frente É o meu dia Eu vou intensificar a minha voz no meio do teu ruído Gritando o teu império ruiu Vou arrancar a tua raiz da minha terra Eu vou viver de Cheia de brisa Mil eras de espaço Sem o teu peso, sem o teu filtro, sem você Na luz rasgada do dia Eu nasci de novo, sem você