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A Terra Não Tem Pressa

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V6

[Intro: Solemn Iberian acoustic guitar picking, distant atabaque rhythm slowly fading in, mystic ritual atmosphere] [Verse 1: Deep resonant male vocal, chanted like a prayer, sparse acoustic guitar] O passado fez sombra, o futuro assustou Hoje o peito acordou pedindo pra sonhar Mas o cansaço nunca é fardo é rocha que a vida deixou É o tempo dizendo que precisa de raiz pra vingar Se a estrada castiga e a poeira levanta Parar também é jornada de quem se encanta. [Pre-Chorus: Candomblé percussion builds, agogô bell enters, spiritual tension rising] O silêncio repara o que se quebrou As palavras me abraçam feito companheiras Pouco importa o papel que a tinta riscou O que vale é a fé que a palavra te levou Não é tinta na folha, é na carne a lição O que vale é a paixão que pulsa no coração! [Chorus: Syncretic choral voices join, passionate but solemn, blending Catholic procession with terreiro rhythm] Abre a porta de casa e olha pro céu! Que a cada dia nasce o sol pela manhã! Rasgando o véu da noite escura e lembrando de novo que Não há braço de homem que mude o farol São as misericórdias que nos mantêm de pé Silencia a urgência, repousa na fé A terra não tem pressa... Deus é quem dita o tempo da maré! [Solo: Mournful Iberian viola solo intertwining with heavy, hypnotic atabaque drums] [Bridge: A cappella call and response, haunting, like a procession echoing in a stone church] Controle nenhum vai segurar o dia Homem nenhum governa o futuro A máquina para, mas o chão nos guia A cada manhã, tudo recomeçou... [Chorus: Full spiritual climax, choir and drums in rhythmic unison, mystic energy] Abre a porta pra vida e olha pro céu! Que a cada dia nasce de novo o sol! A manhã se renova, rasgando o véu Não há braço de homem que mude o farol São as misericórdias que nos mantêm de pé Silencia a urgência, repousa na fé... [Outro: Drums slowly retreat. Fading acoustic guitar, vocal turns into a whispered prayer] A terra não tem pressa... Não tem pressa não. A cada dia... a fé continua a nos sustentar [Final note: A single deep atabaque strike and a minor acoustic chord ringing into silence]