Oh tia Anica Oh mamã do coração Xangongo chama por ti Lá nas terras de Xangongo eu conheci uma mãe Não era do meu sangue, mas Deus me deu também Abriu as portas da casa, abriu o seu coração Deu-me conselho e colo em tempo de aflição No Ombadja encontrei abrigo Num sorriso cheio de luz Tia Anica, mulher virtuosa Instrumento nas mãos de Jesus Ai que saudades que o tempo não consegue apagar São marcas de amor eterno Que no peito vão ficar Ai minha tia guerreira Mulher de fé e oração Esposa do tio Kid, rainha do seu lar Mãe da Carmita, do Mbamby e da Helia Do Santinho, do Ninho, da Ágata a brilhar Mesmo distante dos nossos olhos Nunca saiu do coração Saudades que viram lágrimas Mas também viraram gratidão Quantos pipinos da vida A senhora me ajudou a vencer Com palavras doces e firmes Ensinou-me a não temer Sempre lutou pela união Sempre lutou pelo bem Sua casa era refúgio Seu amor ia além Quando penso no Cunene Meu coração começa a viajar Até Ombadja, Xangongo Só para te encontrar Ai minha tia guerreira Exemplo de mulher virtuosa Você partiu da terra Mas sua presença é gloriosa Desapareceu fisicamente Mas vive na nossa memória No céu Deus ganhou uma estrela E nós ganhamos uma história Às vezes deito lágrimas de gratidão Por tudo que fez na minha vida Não foi só tia, foi direção Foi cura para minha ferida Ohhh… ehhh… Ai tia Anica… Saudades… Saudades que o tempo não apaga… Ohhh… Xangongo… Minha tia guerreira…