
(estrofe 1) Duas anos depois, Faraó sonhou, Sete vacas saindo do rio. Formosas, gordas — mas logo chegou Sete magras que engoliram sem desvio. Depois viu espigas no mesmo enredo, Sete cheias e belas como ouro. Mas vieram sete secas de medo, E tragaram as primeiras num estouro. (estrofe 2) O Faraó, perturbado e aflito, Chamou magos, sábios e escribas. Mas nenhum pôde, por mais erudito, Ler o mistério das visões terríveis. O copeiro, então, recordou-se de José, Que na prisão lera um sonho seu. Faraó mandou que o trouxessem com fé, E José a Deus deu glória no que previu. (estrofe 3) José disse: "É um só o aviso divino, Sete anos de fartura virão, Depois sete de fome — destino Que exige preparo com precisão." Faraó viu sabedoria no servo, E o fez senhor da nação. Pôs um anel, novo nome e verbo, E José guiou a multidão. (refrão) Deus revela o futuro em sonho e missão, Mas o justo não toma a glória pra si. Ele serve com fé e compaixão, Pois no plano do céu há lugar para o aqui. (estrofe 4) José saiu pelo Egito inteiro, Ajuntando grãos como areia do mar. Na fome, o povo louvou o celeiro Do hebreu que soube administrar. Teve filhos — Manassés e Efraim — Nomes de cura e prosperidade. Pois Deus o fez esquecer a dor sem fim, E frutificar em nova realidade. (estrofe 5) Toda terra veio ao Egito comprar, Pois a fome era dura e real. Mas havia pão para partilhar, Graças ao servo fiel e leal. A bênção de Deus fez-se conhecida Na vida de quem soube escutar, E tornou a Palavra sentida No modo justo de governar. (ponte) Mas recordemos: não é todo relato Que traz a vontade divina. Só é Palavra o que for retrato Do amor de Jesus, luz cristalina. (refrão) Deus revela o futuro em sonho e missão, Mas o justo não toma a glória pra si. Ele serve com fé e compaixão, Pois no plano do céu há lugar para o aqui.

