
Asfalto queimando, miragem a tremer Olé! Palmas no ar O grave rosna baixo, fogo na cintura Às doze em ponto, a sombra começa a dançar Tênis sujos de terra vermelha Suor marca o ritmo na coxa O sol provoca, não há fuga Aqui é o palco, não há razão pra correr O tambor bate no peito O salto corta o chão Mistura de desejo e orgulho A bússola gira dentro do sangue Olhares se cruzam, a respiração falha Até o silêncio vira batida Não há volta, o sinal é um só Bate palma, agora! Baile sob o sol ardente, até queimar tudo Pisa forte até o sol tremer Funk ferve na cintura Marca na alma o flamenco Baile sob o sol ardente, até a sombra dançar A razão vira cinza no ar Embriaga no calor, grita agora Este instante é eterno Brinco dourado balança Anunciando a noite que vem Perfume doce, bebida amarga Regras nunca existiram aqui O grave empurra por dentro O salto solta faísca Olhar que provoca Vitória ou derrota não importam Coração acelera, suor cai Desenha estrelas no chão Nome não importa, passado não pesa Queima aqui, agora Baile sob o sol ardente, passa do limite Desafia o próprio sol Funk ferve na cintura Rasga no instinto o flamenco Baile sob o sol ardente, chama a noite Antes que a sombra morda Aposta no calor, faz o corpo soar Dançar é existir Olé! Palmas viram trovão Passos viram oração Pecado e perdão derretem Só o calor permanece Saia vermelha, sombra negra Olhares cruzam como lâminas Quanto mais duelam, mais belos Dança até cair Grave, grave, mais profundo Faz tremer até os ossos Salto, salto, bate o chão Faz o sol se render Baile sob o sol ardente, entrega tudo Até o último passo Funk ferve na cintura Perfura a alma com flamenco Baile sob o sol ardente, mesmo à noite O calor não se apaga Marca no peito o que queimou Deixa cinzas para o amanhã O sol se põe, o calor fica Sorrimos sem fôlego Olé… O fogo ainda dança dentro do corpo

