
E de seu sonho enfim despertou, quando a última hora se aproximava; com a mão tremendo, ao amor infiel, estas palavras entre lágrimas escreveu: [ELVIRA'S LETTER — SOPRANO] Estou morrendo. Perdoe se minha voz vier perturbar você mais uma vez; são, dom Félix, minhas últimas palavras, de quem tanto amou você. Sinto a mão gelada da morte... Adeus. Não peço amor nem piedade. Doces horas de amor, ainda as abençoo! Tudo sumiu quando você se afastou; a felicidade que eu tanto prezava com o dia se apagou. Olhe com ternura estas últimas linhas, depois deixe minha lembrança sumir; esqueça para sempre a pobre Elvira, e saiba que aqui não resta amargura. Adeus para sempre, adeus, meu amor, só mais um instante me pertence; mas no meu peito o fogo ainda arde, embora eu tenha de morrer sozinha. Adeus! Adeus! Perdi o seu coração! O mundo acabou, tudo acabou para mim! [INSTRUMENTAL — SOLO VIOLIN LAMENT] [DELICATE GUITAR ARPEGGIOS] [NARRATOR — SAME SOPRANO, DISTANT AND TENDER] Assim Elvira escreveu seu último adeus, um instante antes do fim; contra o peito da mãe em prantos, repousou, tão fraca e exausta. E em seu último suspiro que se apagava, um nome querido escapou de seus lábios. [SOFT CELLO DESCENT] Morreu de amor a infeliz Elvira, rosa tenra consumida pela dor; despertou sob uma manhã radiante, à noite já estava no caixão. [OUTRO — GUITAR, CELLO AND VIOLIN] Sobre sua sepultura um salgueiro se inclina, os ramos abrigam seu repouso; e quando desce o sol da tarde, sua última luz sobre a sepultura morre em silêncio e em paz. [END — COMPLETE SILENCE]

