
(estrofe 1) As águas cobriram montes e vales, silêncio pesava nas últimas salas, um mundo perdido, sem compaixão, se afogava inteiro na própria ilusão. (estrofe 2) Noé encontrou-se em meio à tormenta, um barco erguido pela fé que sustenta, mas no fundo a pergunta ecoava: “Um Deus de amor faria essa estrada?” (estrofe 3) Os rios levaram crianças sem culpa, os inocentes tragados na luta, como aceitar que o Pai celestial puniria todos num juízo global? (refrão) O mundo inteiro é destruído por água, mas Jesus corrige com ternura e palavra. Não pelo fogo, nem mar em fúria, mas pelo amor que liberta e cura. (estrofe 4) O Cristo revela o Pai verdadeiro, pastor que acolhe o frágil cordeiro, não lança o rebanho ao mar em horror, antes ensina na graça e no amor. (estrofe 5) Moisés conheceu apenas um traço, de um Deus pintado com raio e aço, mas em Jesus o véu se desfez, mostrando a bondade do Pai que é Rei. (estrofe 6) As águas lembram histórias antigas, mas hoje entendo suas feridas, não foi o Amor que ergueu esse mar, foi a visão humana a interpretar. (refrão) O mundo inteiro é destruído por água, mas Jesus corrige com ternura e palavra. Não pelo fogo, nem mar em fúria, mas pelo amor que liberta e cura. (estrofe 7) Já não temo trovões nem vendavais, pois vejo nos olhos de Cristo a paz, Ele não mata, Ele restaura, Ele não afoga, mas sempre ampara. (estrofe 8) Agora descanso na fé que consola, no Pai revelado que nunca me assola, as águas antigas ficaram pra trás, vivo em Jesus, meu porto de paz. (ponte) Ah, Senhor, como preguei com dureza, impondo castigos com falsa certeza, feri os diferentes em nome da lei, quando o Teu Filho dizia: “amai”. (refrão) O mundo inteiro é destruído por água, mas Jesus corrige com ternura e palavra. Não pelo fogo, nem mar em fúria, mas pelo amor que liberta e cura. (refrão final) Teu amor seguiu mesmo na ignorância, iluminando-me em minha andança, enganado por vozes que amavam punir, mas em Ti aprendi apenas a sorrir.

