
A MALDIÇÃO CONTRA QUEM RECONSTRUIR JERICÓ
(estrofe 1) Sobre Jericó ficou pronunciada uma sentença, Como se o futuro herdasse antiga condenação e presença; Quem levantasse novamente seus muros sobre o chão, Carregaria sobre si a palavra de destruição. (estrofe 2) Não bastava a cidade ter sido antes arrasada, A própria reconstrução seria também amaldiçoada; O passado parecia estender sua mão sobre o porvir, Como se uma antiga queda impedisse outro existir. (estrofe 3) A palavra lançada contra Jericó atravessaria o tempo, Transformando o futuro em prisioneiro do sofrimento; A cidade reconstruída já nasceria sob temor, Como se reconstruir fosse desafiar o próprio Senhor. (estrofe 4) Mas Jesus não aprisiona ninguém à culpa ancestral, Nem transforma o passado numa sentença eternal; Ele chama quem caiu para novamente caminhar, E onde havia condenação oferece possibilidade de recomeçar. (refrão) A MALDIÇÃO CONTRA QUEM RECONSTRUIR JERICÓ, Não corresponde ao Deus que Jesus revelou em nós; Seu amor não transmite condenação de geração em geração, Em Cristo existe recomeço, liberdade e restauração. (estrofe 5) Quando encontra uma mulher marcada pela rejeição, Jesus não aumenta sobre ela o peso da condenação; Ele conversa, acolhe, confronta e oferece nova direção, E transforma uma história ferida em possibilidade de salvação. (estrofe 6) Ao homem que ninguém queria sequer considerar, Jesus oferece dignidade e convida-o a recomeçar; A história passada não determina seu destino final, Pois a graça abre caminhos onde havia um muro moral. (estrofe 7) Até quem carrega erros pode mudar de trajetória, Sem precisar viver eternamente preso à velha história; O Evangelho não transforma fracasso em identidade, Mas chama cada pessoa para uma nova realidade. (refrão) A MALDIÇÃO CONTRA QUEM RECONSTRUIR JERICÓ, Não é a voz do Pai que reconheço em Jesus Cristo só; Nenhuma palavra antiga precisa aprisionar o amanhã, Pois a misericórdia de Deus renova a vida pela manhã. (estrofe 8) Ezequiel já questiona a culpa herdada pelo descendente, Dizendo que cada pessoa responde pelo que faz conscientemente; Jeremias também anuncia mudança na antiga compreensão, Sem transformar a culpa dos pais em eterna condenação. (estrofe 9) Jesus vai além da lógica de destino previamente marcado, Não trata o sofredor como culpado por pecado herdado; Diante de um homem cego, rejeita essa explicação, E impede que o sofrimento seja convertido em acusação. (estrofe 10) Se alguém um dia ergueu Jericó novamente sobre o chão, Não preciso enxergar nisso uma afronta ao coração; Posso ler a antiga fórmula como expressão de uma época, Sem fazer dela uma sentença eterna que Jesus não coloca. (ponte) Quanto falhei confundindo uma maldição antiga com a voz do Criador, Como se uma palavra lançada pudesse aprisionar para sempre seu portador; Não percebi que condenação herdada contradiz o Deus restaurador, E fiz do passado uma prisão que Jesus transforma em caminho de amor. (refrão) A MALDIÇÃO CONTRA QUEM RECONSTRUIR JERICÓ, Não é o caráter do Deus que vejo em Jesus Cristo só; O Pai não acorrenta o futuro às culpas do passado, Seu amor oferece novo começo ao coração quebrantado. (refrão final) Agora descanso em Jesus, Deus eterno, Deus amor, Nele encontro o Pai, libertador e restaurador; Jamais será diferente conosco sua terna compaixão, Pois seu amor não amaldiçoa o futuro, mas oferece redenção.

